Os testes MediaIEU oferecem um diagnóstico sistémico que permite compreender uma pessoa não de forma isolada, mas através da sua relação real com a família, a empresa e o Estado. O diagnóstico baseia-se no modelo desenvolvido por Iv.Spolan ( Lei Fundamental da Economia Política ) e analisa o comportamento, a escolha, a procura, a relação com o dinheiro, as expectativas, a motivação e a influência do sistema envolvente nas decisões da pessoa.
Uma pessoa nunca existe separadamente do sistema que a rodeia. Vive numa família, trabalha numa empresa, está sujeita às leis do Estado, toma decisões financeiras, constrói relações e enfrenta as exigências, limitações e expectativas de outras pessoas. Por isso, não é suficiente avaliar uma pessoa apenas através de um traço de carácter, de algumas perguntas diretas ou de uma descrição apelativa da personalidade. Os testes MediaIEU consideram a pessoa juntamente com os sistemas dentro dos quais se formam o seu comportamento, a sua escolha, as suas necessidades reais e a direção dos seus recursos.
Porque uma descrição habitual da personalidade não é suficiente
A maioria dos testes habituais procura determinar uma única característica: confiança, ansiedade, autonomia, tendência para a liderança, dependência da opinião alheia ou tipo de comportamento. Como resultado, a pessoa recebe uma designação apelativa, várias formulações gerais e uma descrição na qual é fácil reconhecer-se. No entanto, essa coincidência ainda não explica porque é que uma pessoa repete durante anos as mesmas decisões, escolhe parceiros inadequados, permanece num ambiente de trabalho destrutivo ou age contra os seus próprios interesses.
A mesma personalidade pode comportar-se de formas completamente diferentes em sistemas distintos. Uma pessoa pode ser autónoma na vida quotidiana, mas depender totalmente da família quando tem de tomar decisões importantes. Pode dirigir outras pessoas com segurança e, ao mesmo tempo, recear qualquer pressão exercida pelo seu próprio superior. Pode criticar o sistema estatal, mas organizar a sua vida de tal forma que qualquer alteração das regras lhe retire imediatamente a possibilidade de agir. São precisamente estas diferenças que se tornam objeto do diagnóstico sistémico.
O que diagnosticam exatamente os testes MediaIEU
O objeto do diagnóstico é sempre a pessoa. O teste não estuda uma família abstrata, uma pessoa coletiva ou o aparelho do Estado, mas a posição de um participante concreto dentro do sistema correspondente. Analisa-se como a pessoa age, toma decisões, reage à pressão, gere os recursos, compreende as suas próprias necessidades e interage com os outros participantes. Nos testes de grupo são comparadas várias pessoas, mas cada uma mantém um perfil separado, um papel distinto e a sua própria estrutura de resultados.
Dependendo do tema, os testes MediaIEU podem mostrar a autonomia, a confiança, a dependência da opinião alheia, a capacidade de tomar decisões, a posição na família, a relação com o responsável, a situação de um trabalhador dentro da equipa, a confiança no sistema estatal ou a dependência em relação a ele. O resultado não se reduz à afirmação de que uma pessoa é «boa», «má», «forte» ou «fraca». O diagnóstico mostra exatamente onde surge a limitação e de que forma uma parte do sistema influencia a outra.
O modelo de Iv.Spolan como base do diagnóstico
Os testes MediaIEU são criados com base no modelo de Iv.Spolan:
Personalidade → Comportamento → Escolha → Procura → Dinheiro
Dinheiro → Direção do dinheiro → Forma do sistema
Forma do sistema → Procura → Escolha → Comportamento → Personalidade
Esta sequência mostra que a pessoa não se limita a responder às circunstâncias externas. O seu comportamento forma a escolha, a escolha cria a procura, a procura orienta o dinheiro e a direção do dinheiro forma gradualmente o sistema dentro do qual a pessoa será depois obrigada a viver e a agir.
O movimento também ocorre na direção inversa. O sistema formado começa a limitar ou a ampliar as opções disponíveis para a pessoa, influencia as suas necessidades, obriga-a a alterar decisões, reorganiza o seu comportamento e afeta gradualmente a própria Personalidade. Por isso, o diagnóstico sistémico não procura uma única causa mágica para todos os problemas. Analisa a sequência das ligações e determina em que ponto a compreensão da pessoa deixa de se transformar em ação, a decisão se afasta da necessidade ou os recursos começam a trabalhar contra o objetivo declarado.
Os quatro setores dos testes MediaIEU
A estrutura interna dos testes organiza-se em torno de quatro setores: Bh — Comportamento, Ch — Escolha, Dm — Procura e Mn — Dinheiro. Estes setores não são quatro avaliações independentes que possam ser simplesmente somadas para obter um resultado médio. Representam partes consecutivas de um único sistema através das quais passa o impulso da pessoa. Não importa apenas o valor de cada setor, mas também o grau de coerência com que ocorre o movimento entre eles.
Uma pessoa pode compreender bem uma situação e, ainda assim, não agir. Pode agir com segurança, mas escolher uma direção sob a influência de outras pessoas. Pode declarar uma determinada necessidade e, ao mesmo tempo, orientar o dinheiro, o tempo e a atenção na direção oposta. Exteriormente, estas situações podem parecer semelhantes: a pessoa está insatisfeita com o resultado e não compreende porque nada muda. No entanto, o diagnóstico sistémico mostra que as causas podem encontrar-se em setores completamente diferentes e exigir explicações distintas.
O setor do Comportamento
O setor do Comportamento mostra como uma pessoa age em circunstâncias reais, e não como se descreve a si própria. As pessoas consideram-se frequentemente determinadas, autónomas e coerentes até ao momento em que uma situação exige recusar algo a uma pessoa próxima, entrar em conflito com um responsável, aceitar um risco financeiro ou assumir a responsabilidade pelas consequências. É precisamente nestas circunstâncias que se manifesta não a posição declarada, mas o verdadeiro modelo de comportamento, que pode repetir-se em diferentes áreas da vida.
O comportamento é analisado através de situações concretas, limitações e reações. O teste verifica se a pessoa age depois de tomar uma decisão, evita passos incómodos, adia mudanças, espera autorização, adapta-se à pressão ou procura preservar a sua própria direção. Uma única resposta não determina o resultado. O que importa é a repetição do modelo em diferentes perguntas, porque uma reação ocasional e uma forma estável de comportamento são fenómenos fundamentalmente distintos.
O setor da Escolha
O setor da Escolha mostra como uma pessoa compara alternativas, toma decisões e avalia as possíveis consequências. O simples facto de fazer uma escolha ainda não significa autonomia. Uma decisão pode ser tomada por medo, sob a pressão da família, para obter a aprovação do responsável, por receio de perder rendimentos ou simplesmente porque a maioria age dessa forma. Exteriormente, a pessoa fez uma escolha, mas interiormente pode ter renunciado à sua própria compreensão da situação e transferido a direção para outro participante.
O teste permite perceber se a pessoa é capaz de manter a direção escolhida depois de surgirem dúvidas, críticas ou novas circunstâncias. Analisa-se até que ponto depende de conselhos, receia errar, transfere a responsabilidade, compara interminavelmente as alternativas ou toma decisões precipitadas para se libertar mais depressa da tensão. O setor da Escolha é particularmente importante nos casos em que a pessoa compreende tudo, mas durante anos não consegue transformar essa compreensão numa decisão estável.
O setor da Procura
O setor da Procura mostra as necessidades reais da pessoa, e não apenas os desejos que declara publicamente. As pessoas dizem frequentemente que precisam de estabilidade, liberdade, uma relação séria, crescimento profissional ou independência financeira. No entanto, as suas decisões repetidas podem criar exatamente o resultado contrário. Uma pessoa pode procurar estabilidade e escolher constantemente o risco, aspirar à liberdade e criar novas dependências, falar de desenvolvimento e direcionar todas as suas forças para a preservação da posição habitual.
Por isso, o teste não aceita cada declaração do participante como uma verdade definitiva. As respostas são comparadas entre si, analisadas em diferentes circunstâncias e relacionadas com o comportamento, a escolha e o dinheiro. Se o objetivo declarado divergir constantemente das decisões efetivas, o diagnóstico mostra essa discrepância. No sistema MediaIEU, a Procura significa a direção que a pessoa apoia realmente através das suas ações, expectativas e preferências repetidas.
O setor do Dinheiro
O setor do Dinheiro mostra não apenas o nível de rendimento ou o montante das poupanças. Reflete a atitude da pessoa perante os recursos, as obrigações, a propriedade, o risco, as despesas, o custo das decisões e a dependência financeira. Neste contexto, o dinheiro constitui uma forma de confirmação da escolha. Uma pessoa pode falar muito sobre prioridades, mas é a distribuição dos recursos que mostra quais decisões apoia realmente e quais existem apenas sob a forma de intenção ou de uma explicação apelativa.
Os recursos não incluem apenas o dinheiro em sentido direto, mas também o tempo, a atenção, a energia, as possibilidades disponíveis e a capacidade de renunciar ao que é menos importante em favor do essencial. Uma pessoa pode declarar que procura a independência e, ao mesmo tempo, continuar a financiar a sua dependência. Pode falar de crescimento profissional sem lhe dedicar tempo nem meios. O setor do Dinheiro ajuda a perceber para onde se dirige realmente o movimento do sistema da pessoa.
Porque é importante o equilíbrio entre os setores
Um valor elevado num único setor não garante, por si só, um resultado estável. Uma pessoa pode ter uma grande capacidade de análise e de escolha, mas não passar à ação. Pode ser ativa e determinada, mas direcionar a sua atividade para objetivos que não correspondem às suas necessidades reais. Pode ganhar bem e utilizar o dinheiro de uma forma que faça com que o sistema financeiro limite gradualmente a sua liberdade e aumente a sua dependência.
Por isso, nos testes MediaIEU analisam-se não apenas os indicadores separados, mas também as transições entre os setores. O problema principal encontra-se muitas vezes precisamente na ligação entre duas partes do sistema. A Escolha não se transforma em Comportamento, a Procura não determina a Escolha, o Dinheiro não apoia a Procura ou a direção dos recursos começa a formar um comportamento que a pessoa não tinha inicialmente previsto. Esta abordagem permite explicar o mecanismo do problema, em vez de se limitar a registar a existência de insatisfação.
O coeficiente de equilíbrio setorial SBR
O coeficiente de equilíbrio setorial SBR mostra até que ponto os setores vizinhos estão coordenados: Comportamento e Escolha, Escolha e Procura, Procura e Dinheiro, Dinheiro e Comportamento. Um valor próximo de um indica uma ligação mais equilibrada entre as duas partes do sistema. Uma redução significativa mostra que um setor avança consideravelmente mais do que o outro e que o impulso não passa integralmente para a etapa seguinte.
O SBR não é uma avaliação do valor humano e não divide as pessoas em certas e erradas. Indica o local de uma rutura sistémica. Por exemplo, uma pessoa pode tomar decisões suficientemente autónomas, mas quase nunca concretizá-las. Outro participante pode agir ativamente, mas escolher constantemente uma direção formada pela pressão externa. Em ambos os casos, o resultado geral pode parecer semelhante, mas a estrutura do problema e as conclusões necessárias serão diferentes.
O que mostra o SEII-P
O SEII-P é utilizado para avaliar a posição da Personalidade e o nível de pressão que surge dentro da sua Esfera protetora. O índice não deve ser considerado separadamente dos restantes dados. O mesmo valor final em dois participantes pode ter sido formado por causas completamente diferentes. Numa pessoa, a principal limitação pode estar relacionada com o comportamento; noutra, com a escolha; numa terceira, com as necessidades reais; e numa quarta, com a dependência financeira e a direção dos recursos.
Por isso, o resultado SEII-P é analisado em conjunto com os setores Bh, Ch, Dm e Mn, os coeficientes SBR, os ciclos de perguntas e os modelos repetidos de respostas. O relatório final deve explicar não apenas o valor do resultado, mas também a sua estrutura interna. Um índice sem análise das ligações transformar-se-ia apenas noutro número apelativo, capaz de causar impressão, mas incapaz de ajudar a compreender a posição real da pessoa.
A pessoa na família
A família é o primeiro sistema dentro do qual se formam os hábitos, os papéis, a responsabilidade, a relação com o dinheiro, as formas de resolver conflitos e a ideia do que constitui um comportamento aceitável. Mesmo uma pessoa adulta pode continuar a tomar decisões sob a influência das expectativas familiares, do sentido de dever, do medo de condenação ou da dependência de apoio. Por isso, o tema familiar nos testes MediaIEU não é tratado como uma tentativa de declarar a família saudável ou não saudável, mas como uma análise da posição de uma pessoa concreta.
Nos testes podem participar vários membros de uma família. Nesse caso, são avaliadas as respostas de cada participante, as diferenças entre as suas posições, a distribuição da responsabilidade, a divergência das expectativas e os modelos repetidos de interação. Uma pessoa pode considerar que as decisões são tomadas em conjunto, enquanto outra entende a mesma relação como pressão. Uma pode falar de igualdade, enquanto a outra suporta constantemente a principal carga financeira e emocional. O diagnóstico torna estas discrepâncias visíveis.
A pessoa na empresa
A empresa cria o seu próprio sistema de papéis, subordinação, dependência financeira, responsabilidade e controlo. O comportamento de um trabalhador dentro dela pode ser muito diferente do seu comportamento fora do trabalho. Uma pessoa que toma decisões pessoais com segurança pode perder completamente a autonomia perante a direção. Outro trabalhador pode discutir abertamente e, ao mesmo tempo, evitar qualquer responsabilidade pelo resultado final. Por isso, o diagnóstico considera não a empresa como organismo, mas a pessoa dentro da estrutura de trabalho.
Num teste de grupo são analisados o responsável, os subordinados, as diferenças entre os papéis e as relações entre os trabalhadores. Analisa-se separadamente como os participantes compreendem as obrigações, o poder, a justiça, a responsabilidade e as causas dos conflitos. Esta análise pode mostrar que uma discussão aberta é apenas a última fase de uma divergência mais profunda entre a escolha do responsável, o comportamento dos trabalhadores, a procura real do grupo e a direção dos recursos da empresa.
A pessoa no Estado
O Estado cria o sistema mais amplo de regras, limitações e possibilidades. Influencia o direito de propriedade, o trabalho, os impostos, a educação, a medicina, a segurança, o apoio social e a liberdade de circulação. No entanto, os testes MediaIEU não diagnosticam o Estado nem tentam declarar todo o sistema eficaz ou ineficaz com base nas respostas de uma única pessoa. O diagnóstico mostra como uma pessoa concreta perceciona o ambiente estatal e que posição ocupa dentro dele.
O teste pode revelar a confiança no sistema, a dependência das decisões estatais, o medo de alterações das regras, a capacidade de defender os próprios direitos, a disponibilidade para tomar decisões autónomas e a influência do ambiente externo sobre a escolha pessoal. A pressão externa do ambiente estatal é avaliada separadamente através do cálculo SEII-C por país e dos índices externos associados. O teste da pessoa e o cálculo do ambiente não são misturados, porque a perceção pessoal do sistema e as suas características externas mensuráveis representam níveis de análise diferentes.
As seis categorias dos testes MediaIEU
Os testes MediaIEU dividem-se em seis categorias:
- Personalidade;
- Comportamento;
- Escolha;
- Procura;
- Dinheiro;
- Forma do sistema.
Cada categoria determina o tema principal do estudo, mas não elimina a análise das restantes partes do modelo. Por exemplo, um teste de Escolha não pode ignorar completamente o Comportamento, porque a decisão deve ser comparada com as ações reais. Um teste de Dinheiro não se limita ao cálculo das despesas, porque a direção dos recursos está ligada à Procura e forma o sistema futuro. A categoria ajuda a determinar a questão central, e não a isolar um único indicador de toda a estrutura da pessoa.
A categoria «Forma do sistema» também não significa diagnosticar a família, a empresa ou o Estado como objetos autónomos. Mostra como a organização do sistema atua sobre a pessoa: que regras a apoiam, que limitações aumentam a pressão, até que ponto a distribuição dos papéis corresponde à posição real e se o participante consegue conservar a sua própria direção. A Personalidade permanece no centro do teste, mesmo quando o tema principal está relacionado com a estrutura externa.
Porque são utilizadas muitas perguntas nos testes
Algumas perguntas diretas não permitem determinar de forma fiável um modelo estável. Perante uma pergunta sobre autonomia, uma pessoa responde muitas vezes de acordo com a imagem que tem de si própria, e não de acordo com as suas ações reais. Pode considerar-se sinceramente independente porque escolhe a própria roupa ou planeia as férias, mas entregar completamente aos outros as decisões sobre trabalho, relações, dinheiro, local de residência e futuro.
Por isso, o mesmo tema é verificado através de diferentes circunstâncias, papéis e formas de pressão. As perguntas abordam decisões quotidianas, conflitos, obrigações financeiras, medo da perda, relações com pessoas próximas, subordinação, responsabilidade e consequências. Quando o mesmo modelo se repete em situações diferentes, torna-se visível. O grande volume do teste não serve para criar uma complexidade artificial, mas para distinguir uma resposta ocasional de uma estrutura estável de comportamento e escolha.
Porque as opções de resposta são misturadas
As opções de resposta não são apresentadas segundo um esquema em que a primeira é sempre a mais forte e a última a mais fraca. A sua ordem muda de uma pergunta para outra, enquanto o peso interno se mantém independentemente da posição na lista. O participante não deve conseguir adivinhar a resposta desejada pela sua localização, porque, nesse caso, o teste começaria a medir a capacidade de reconhecer um padrão, e não a atitude real da pessoa perante a situação.
Misturar as opções não elimina todas as possíveis distorções, mas reduz a probabilidade de uma realização mecânica do teste. A pessoa tem de ler o conteúdo de cada variante e relacioná-lo com o seu próprio comportamento. Além disso, o mesmo tema é apresentado através de formulações diferentes, pelo que a tentativa de escolher constantemente respostas socialmente apelativas cria contradições internas. Essas contradições também passam a fazer parte da análise e não desaparecem dentro de uma simples soma final.
Como é preparado o relatório final
O relatório final não deve ser uma produção automática de algumas frases depois do cálculo dos pontos. Para o preparar, analisam-se as respostas do participante, a distribuição pelos setores Bh, Ch, Dm e Mn, os modelos repetidos, os ciclos de perguntas, os coeficientes SBR, os indicadores SEII-P, as contradições internas e a influência do ambiente externo. É importante determinar não apenas o ponto fraco, mas também a sequência através da qual ele influencia as restantes partes do sistema.
Num estudo de grupo analisam-se também o perfil geral, as diferenças entre os participantes, as relações entre os papéis e as divergências na perceção da mesma situação. Um responsável pode considerar que concede liberdade aos trabalhadores, enquanto estes percecionam as suas ações como controlo constante. Os membros de uma família podem falar da mesma forma sobre apoio mútuo, mas compreender a responsabilidade de maneiras completamente diferentes. O relatório deve mostrar estas discrepâncias e explicar a partir de que respostas e ligações se formaram.
Os testes MediaIEU não preveem o futuro
Os testes MediaIEU não praticam adivinhação, não leem a aura, não comunicam com o cosmos, não procuram sinais do destino e não prometem indicar a data exata de um acontecimento futuro. Não dizem quando uma pessoa encontrará o amor, ficará rica, perderá o emprego ou se mudará para outro país. O futuro não é retirado das cartas, das borras de café, da posição dos planetas, das linhas da mão, da data de nascimento ou da voz segura de alguém que se declarou possuidor de um dom especial.
O diagnóstico pode mostrar a direção formada pelo comportamento, pela escolha, pela procura e pelo dinheiro atuais. Não se trata de uma profecia, mas da análise de uma sequência que já existe. Se uma pessoa evita constantemente decisões, depende da aprovação externa e dirige os recursos contra o seu próprio objetivo, é possível explicar porque é que a sua posição provavelmente não mudará sem uma alteração desta estrutura. No entanto, o teste não transforma a continuação provável do modelo existente num conhecimento místico sobre o futuro.
Porque os videntes recorrem aos testes e às aulas MediaIEU
Muitas pessoas que se apresentam publicamente como médiuns, videntes, astrólogos ou leitores de tarot também utilizam a análise sistémica, estudam as aulas MediaIEU e encomendam os nossos testes. A razão é simples: as cartas, os símbolos, as frases gerais sobre o destino e os discursos sobre energia não são suficientes quando um cliente coloca questões concretas sobre família, trabalho, dinheiro, relações, dependência, escolha ou o seu próprio futuro.
Uma pessoa não procura apenas uma história apelativa sobre aquilo que a espera. Tenta compreender porque volta a escolher o mesmo tipo de relação, não consegue abandonar um trabalho inadequado, depende da opinião da família, teme o responsável, toma decisões contra os próprios interesses ou direciona constantemente o dinheiro para áreas que não melhoram a sua posição. Não é possível responder de forma substancial a estas questões apenas com cartas, um horóscopo ou uma alegada capacidade de ver o futuro.
Por isso, alguns videntes começam a utilizar os testes MediaIEU como instrumento adicional. O diagnóstico sistémico fornece-lhes uma estrutura que a adivinhação não possui: as respostas da pessoa, a distribuição pelos setores, os modelos repetidos, os coeficientes SBR, os indicadores SEII-P e as ligações entre Comportamento, Escolha, Procura e Dinheiro. A explicação torna-se então mais substancial, porque começa a basear-se não apenas em símbolos, mas também nos dados reais do participante.
Quando a análise é apresentada como uma previsão sobrenatural
Ao estudar atentamente o comportamento de uma pessoa, as suas decisões, dependências e a direção dos recursos, é realmente possível determinar a continuação mais provável da situação atual. Se uma pessoa evita constantemente a responsabilidade, entrega a escolha aos outros, teme mudanças e não direciona recursos para o objetivo declarado, pode supor-se que a sua posição se manterá enquanto esta estrutura não mudar. Para chegar a uma conclusão deste tipo não é necessário qualquer dom místico. Basta uma análise coerente dos padrões já existentes.
O problema começa quando uma análise comum é apresentada como informação recebida de outro mundo. Um vidente pode primeiro recolher informações sobre a pessoa, estudar as suas reações, fazer perguntas orientadas, utilizar um teste ou ler as nossas aulas e, depois, apresentar o resultado como uma visão, uma mensagem da energia ou um conhecimento especial. O cliente não compreende que a conclusão foi formada a partir das suas próprias respostas e do seu comportamento observável.
A MediaIEU funciona segundo o princípio oposto. Cada conclusão deve ter uma base compreensível. Se o relatório falar de dependência da família, isso deve ser confirmado pelas respostas do participante. Se for identificada uma rutura entre Escolha e Comportamento, ela deve ser visível nos cálculos e nos modelos repetidos. Se os dados forem insuficientes, não se pode preencher a lacuna com uma fantasia apelativa e apresentá-la como um resultado exato.
A utilização do método MediaIEU não confirma a existência de um dom especial
Um vidente, um astrólogo ou um leitor de tarot pode encomendar um teste MediaIEU, adquirir aulas e utilizar no seu trabalho os conhecimentos obtidos. Isto não é proibido e não constitui, por si só, um problema. Os nossos materiais podem ser estudados por pessoas muito diferentes: consultores, responsáveis, professores, investigadores, psicólogos, proprietários de empresas e representantes de áreas relacionadas com previsões. O acesso aos testes e às aulas MediaIEU não depende da profissão, da área de atividade ou das convicções pessoais da pessoa.
No entanto, a utilização dos testes MediaIEU não transforma um consultor externo num representante da MediaIEU nem confirma as suas afirmações sobre capacidades sobrenaturais. Se uma conclusão for formulada com base num teste, nas respostas e na estrutura dos setores, trata-se de um resultado da análise sistémica. Se essa mesma conclusão for apresentada ao cliente como uma mensagem proveniente de forças superiores, já não se trata do método MediaIEU, mas da forma como a informação é apresentada.
É especialmente importante distinguir a origem da conclusão. Uma coisa é dizer a uma pessoa que a manutenção do atual modelo de comportamento conduzirá, com elevada probabilidade, a determinadas consequências. Outra coisa completamente diferente é afirmar que essas consequências já foram vistas e que ocorrerão inevitavelmente. No primeiro caso, explica-se à pessoa uma relação causal. No segundo, coloca-se a pessoa em dependência de alguém que supostamente possui acesso a um conhecimento oculto.
Porque os videntes falam com segurança
O vidente vende não apenas informação, mas também uma sensação de certeza. A pessoa chega num estado de dúvida, medo, tensão emocional ou conflito interno. Como resposta, recebe uma história simples na qual já foram atribuídas as causas, os responsáveis, os prazos e os acontecimentos futuros. Uma história deste tipo tranquiliza temporariamente, porque elimina a necessidade de analisar autonomamente a situação, tomar uma decisão e assumir a responsabilidade pelas consequências.
Quanto mais segura soa uma previsão, mais facilmente pode ser percecionada como verdade. As frases sobre um encontro inevitável, uma separação próxima, uma pessoa invejosa, uma energia bloqueada, um bloqueio ancestral ou uma mudança importante criam uma impressão de precisão, embora muitas vezes permaneçam suficientemente gerais para se adaptarem a um grande número de pessoas. Depois do acontecimento, qualquer formulação pode ser reinterpretada e apresentada como uma previsão concretizada.
O diagnóstico sistémico não deve criar uma falsa certeza. Deve mostrar quais os dados que confirmam uma conclusão, onde existe uma probabilidade e onde a informação é insuficiente. Por vezes, o resultado é menos agradável do que uma história sobre o destino. Pode mostrar que o problema não está relacionado com uma energia externa, mas com a escolha repetida da própria pessoa, a sua dependência financeira, o medo da responsabilidade ou a incapacidade de agir depois de ter tomado uma decisão.
A astrologia, as cartas e outras formas de suposição
A data de nascimento pode ser utilizada para determinar a idade e o momento histórico em que uma pessoa nasceu. No entanto, a data por si só não demonstra que a posição dos planetas governe as suas decisões, relações, rendimentos ou futuro profissional. Da mesma forma, uma carta retirada de um baralho não mede o equilíbrio setorial, a dependência de um responsável, a estabilidade da escolha ou a direção do dinheiro.
Um símbolo pode ser interpretado de dezenas de formas. O seu significado é frequentemente adaptado à reação do cliente, aos factos já conhecidos e à direção da conversa. Por isso, a impressão de precisão pode surgir depois da obtenção das informações, e não antes. Quanto mais uma pessoa fala sobre si própria, mais fácil se torna formular uma descrição que pareça surpreendentemente pessoal e exata.
A MediaIEU não utiliza símbolos como substitutos dos dados. Se um teste mostrar dependência financeira, esta deve ser confirmada pelas respostas e pela estrutura do setor Mn. Se for identificada uma discrepância entre Comportamento e Escolha, ela deve ser visível nas perguntas repetidas e no cálculo SBR. Se essa ligação não existir, não pode ser inventada apenas porque uma história impressionante soa mais convincente do que a ausência honesta de um resultado.
Porque o diagnóstico sistémico não é uma previsão
Os testes MediaIEU não indicam a data de um acontecimento futuro, o nome de um futuro parceiro, o valor exato de rendimentos futuros, o momento de um despedimento ou o dia de uma mudança de residência. Mostram a posição atual da pessoa e a direção formada pelo seu comportamento, pela sua escolha, pelas suas necessidades reais, pelo seu dinheiro e pelas condições externas. Se esta estrutura permanecer inalterada, determinadas consequências tornam-se realmente mais prováveis.
A probabilidade não é o destino. Uma pessoa pode tomar uma nova decisão, alterar o comportamento, redistribuir os recursos, sair de uma dependência ou modificar a relação com o sistema. Os outros participantes também podem alterar as suas ações. Uma empresa pode substituir a direção, uma família pode modificar a distribuição da responsabilidade e um Estado pode mudar as regras e as condições. Por isso, o futuro não é considerado um resultado já escrito.
A previsão comunica à pessoa que o futuro supostamente já está determinado e que apenas tem de esperar pelo acontecimento anunciado. O diagnóstico sistémico mostra que futuro está a ser criado pelas ações que ocorrem agora. Não retira à pessoa a possibilidade de escolher. Pelo contrário, mostra que fatores internos e externos limitam essa escolha e porque é que o sistema atual continua a reproduzir o mesmo resultado.
Porque não prometemos a verdade absoluta
O diagnóstico sistémico tem os seus próprios limites. O resultado depende da qualidade das perguntas, da precisão do cálculo, da sinceridade das respostas e da integridade da análise. Uma pessoa pode ocultar informações, compreender incorretamente o seu próprio comportamento, responder de uma forma socialmente aceitável ou descrever-se de maneira diferente daquela como age na realidade. Por isso, o resultado do teste não é declarado uma verdade absoluta nem se transforma num julgamento definitivo.
É precisamente o reconhecimento dos limites que distingue a análise da adivinhação. Um vidente consegue quase sempre explicar porque uma previsão não se concretizou: a energia mudou, outra pessoa interveio, o cliente não acreditou o suficiente ou o momento do acontecimento foi alterado. No diagnóstico sistémico, a falta de dados deve ser chamada falta de dados, um erro deve ser chamado erro e uma hipótese deve ser chamada hipótese.
Um tom seguro não substitui uma ligação demonstrável entre as respostas do participante e as conclusões do relatório. A MediaIEU não deve criar uma impressão de omnisciência. O valor do método não está na promessa de nunca errar, mas na possibilidade de mostrar a estrutura do resultado, verificar a origem da conclusão e separar um padrão estabelecido de uma interpretação provável.
O que os testes MediaIEU não são
Os testes MediaIEU não são adivinhação, horóscopos, leitura de cartas, procura de bloqueios energéticos, contacto com forças superiores ou uma forma de determinar o destino de uma pessoa. Não prometem revelar tudo o que acontecerá no futuro e não criam dependência de alguém que supostamente consegue ver acontecimentos ocultos. O resultado é construído a partir das respostas do participante, dos cálculos, dos setores e das ligações entre eles.
Os testes MediaIEU também não são um diagnóstico médico e não substituem um médico, um psiquiatra, um psicólogo, um advogado, um consultor financeiro ou outro especialista competente. Um relatório sistémico não deve atribuir diagnósticos clínicos a uma pessoa, identificar doenças ou ultrapassar os limites dos dados obtidos no âmbito do estudo concreto.
O resultado do teste não é uma ordem. Mostra a posição atual da pessoa, as divergências internas, os modelos repetidos e a influência da família, da empresa ou do Estado. A decisão final permanece nas mãos do próprio participante. O diagnóstico não deve tornar-se noutro sistema externo que retire à pessoa a autonomia e lhe dite exatamente como deve viver.
Porque uma pessoa precisa de um diagnóstico sistémico
A maioria dos problemas só se torna visível na fase final. Um conflito familiar é notado depois de uma discussão grave, um problema numa empresa depois de despedimentos ou de uma queda dos resultados, e uma dependência do Estado depois de uma alteração da lei ou da retirada de um apoio. No entanto, antes de uma crise aberta, o comportamento, a escolha, as necessidades e a direção do dinheiro já estão a mudar. As divergências internas começam a acumular-se antes de a pessoa perceber as suas consequências evidentes.
Os testes MediaIEU destinam-se a detetar estas mudanças. Mostram como a pessoa age no presente, porque toma determinadas decisões, onde se interrompe a ligação entre os setores e de que forma a família, a empresa ou o Estado influenciam a sua posição. Um resultado deste tipo não necessita de histórias sobre um futuro secreto, porque a base da próxima etapa da vida já está a formar-se no presente.
É precisamente por isso que até as pessoas que trabalham na área das previsões recorrem aos testes e às aulas MediaIEU. Para dar uma resposta substancial, precisam de dados, estrutura e uma relação causal compreensível. A simples afirmação de possuir um dom especial não é suficiente quando é necessário explicar a posição real de uma pessoa. O método MediaIEU não adivinha o futuro: mostra o sistema de decisões e ações que forma gradualmente a direção futura mais provável.
Iv.Spolan
Autor do modelo «Lei fundamental da economia política»

