SBR — Sector Balance Ratio, coeficiente de equilíbrio setorial no modelo SEII. Mostra até que ponto os setores vizinhos estão ligados de forma regular: Comportamento, Escolha, Procura e Dinheiro, e onde surge um desequilíbrio entre eles dentro da camada protetora da Personalidade.
SBR — Sector Balance Ratio é o coeficiente de equilíbrio setorial. Mostra até que ponto os setores vizinhos da camada protetora da Personalidade estão ligados entre si de forma regular. Não é o cálculo geral SEII, não é um indicador de pressão exterior e não é a percentagem de uma resposta do teste. O SBR é necessário para uma análise separada das passagens dentro do círculo:
Comportamento → Escolha → Procura → Dinheiro → Comportamento.
O SBR aparece depois de os valores setoriais já terem sido calculados: Comportamento, Escolha, Procura e Dinheiro. Neste artigo, esses valores são considerados como dados iniciais para o cálculo do SBR. O próprio SBR não explica de onde vieram os valores setoriais, mas mostra até que ponto eles estão ligados entre si de forma regular dentro do Movimento direto da Lei Fundamental da Economia Política.
A principal tarefa do SBR é encontrar não simplesmente um setor fraco, mas uma passagem fraca entre setores vizinhos. Por vezes, o problema não se encontra separadamente no Comportamento nem separadamente na Escolha, mas precisamente entre ambos. O mesmo pode acontecer entre Escolha e Procura, Procura e Dinheiro, Dinheiro e o Comportamento seguinte.
O que mostra o SBR
O SBR mostra o equilíbrio entre dois setores vizinhos. Responde a uma pergunta simples: até que ponto um setor está ligado de forma regular ao seguinte. Se dois setores vizinhos estão próximos um do outro, a passagem entre eles é considerada estável. Se um setor difere bruscamente do outro, surge entre eles um desequilíbrio que pode tornar-se uma fonte de turbulência.
O SBR não mostra qual setor é “melhor” ou “pior”. Mostra a distância entre setores vizinhos. Por isso, o sentido principal do SBR não está na superioridade de um setor sobre outro, mas na proximidade do equilíbrio. Quanto mais próximo o valor do SBR estiver da unidade, mais regular é a passagem dentro do círculo.
Se olharmos apenas para os setores separados, podemos ver quatro valores. Mas isso não é suficiente. Os setores não funcionam separadamente, mas em cadeia. O Comportamento deve passar para a Escolha, a Escolha para a Procura, a Procura para o Dinheiro, o Dinheiro para o Comportamento seguinte. O SBR mostra a qualidade dessas passagens.
Dados iniciais para o SBR
Para calcular o SBR, são necessários valores setoriais já preparados. São os valores SEII(Bh), SEII(Ch), SEII(Dm) e SEII(Mn). Eles mostram o estado dos quatro setores: Comportamento, Escolha, Procura e Dinheiro. O SBR não substitui o cálculo desses valores, mas trabalha depois deles.
- SEII(Bh) — setor do Comportamento.
- SEII(Ch) — setor da Escolha.
- SEII(Dm) — setor da Procura.
- SEII(Mn) — setor do Dinheiro.
Se estes quatro valores setoriais não existirem, o SBR não pode ser calculado. O coeficiente de equilíbrio setorial não surge do nada e não cria sozinho os valores setoriais. Apenas compara setores vizinhos já calculados e mostra até que ponto eles estão colocados de forma regular um em relação ao outro.
A origem detalhada dos valores setoriais é explicada num artigo separado sobre o cálculo prático do SEII. No artigo sobre o SBR, o ponto importante é outro: como, depois de obter os valores setoriais, determinar onde existe uma ligação regular entre eles e onde surge uma ruptura entre partes vizinhas do círculo.
Direção do cálculo do SBR
O SBR não é calculado numa direção arbitrária. A direção já é dada pelo Movimento direto da Lei Fundamental da Economia Política. O movimento segue em círculo: Comportamento → Escolha → Procura → Dinheiro → Comportamento. Por isso, o SBR é sempre lido dentro desta direção, e não entre setores escolhidos ao acaso.
Comportamento → Escolha → Procura → Dinheiro → Comportamento
Primeiro observa-se o equilíbrio entre o Comportamento e a Escolha. Depois observa-se o equilíbrio entre a Escolha e a Procura. Em seguida, o equilíbrio entre a Procura e o Dinheiro. A última passagem mostra como o Dinheiro regressa ao Comportamento seguinte. É assim que se conserva a lógica do Movimento direto.
- SBR(Bh→Ch) — equilíbrio da passagem do Comportamento para a Escolha.
- SBR(Ch→Dm) — equilíbrio da passagem da Escolha para a Procura.
- SBR(Dm→Mn) — equilíbrio da passagem da Procura para o Dinheiro.
- SBR(Mn→Bh) — equilíbrio da passagem do Dinheiro para o Comportamento seguinte.
A direção não precisa de ser introduzida como um indicador separado, porque já se encontra dentro da Lei Fundamental da Economia Política. O SBR não inventa a direção do movimento. Apenas mede até que ponto os setores vizinhos estão ligados de forma regular dentro do círculo já definido.
Fórmula do SBR
O SBR é calculado através da proximidade de dois setores vizinhos à unidade. Para isso, o valor menor é dividido pelo valor maior. Este método é necessário porque o desequilíbrio pode ir em qualquer direção. Se um setor é duas vezes maior do que outro, isso continua a ser um desequilíbrio, mesmo que a relação comum dê um número superior a um.
SBR(A→B) = valor menor / valor maior
Na notação técnica:
SBR(A→B) = min(SEII(A), SEII(B)) / max(SEII(A), SEII(B))
Se dois setores vizinhos são iguais, o valor menor e o valor maior coincidem. Então o resultado é igual a 1. Este é o equilíbrio ideal. Se um setor é visivelmente menor do que o outro, o resultado desce. Quanto mais próximo o SBR estiver de zero, mais forte é a ruptura entre os setores vizinhos.
SBR nas quatro passagens do círculo
- SBR(Bh→Ch) = min(SEII(Bh), SEII(Ch)) / max(SEII(Bh), SEII(Ch))
- SBR(Ch→Dm) = min(SEII(Ch), SEII(Dm)) / max(SEII(Ch), SEII(Dm))
- SBR(Dm→Mn) = min(SEII(Dm), SEII(Mn)) / max(SEII(Dm), SEII(Mn))
- SBR(Mn→Bh) = min(SEII(Mn), SEII(Bh)) / max(SEII(Mn), SEII(Bh))
Estes quatro cálculos dão um mapa das passagens dentro do círculo. Não mostram o SEII geral e não substituem o mapa setorial. A sua tarefa é mais estreita: mostrar que passagem entre setores vizinhos é regular e que passagem começa a criar uma ruptura interna.
Porque a unidade é o valor ideal
O valor 1 significa que os setores vizinhos são iguais entre si. Neste caso, a passagem entre eles não cria desequilíbrio. O Comportamento passa calmamente para a Escolha, a Escolha passa calmamente para a Procura, a Procura passa calmamente para o Dinheiro, e o Dinheiro regressa calmamente ao Comportamento seguinte.
Se o SBR está próximo de 1, o contorno funciona de forma regular. Isto não significa que não exista pressão. Significa que os setores vizinhos sustentam o movimento de forma coordenada. A pressão pode existir, mas não quebra a ligação entre as partes do círculo e não cria uma turbulência brusca.
O ideal no SBR não é o número máximo. O ideal é a proximidade da unidade. Por isso, o valor 2 numa relação comum não é um bom resultado. Mostra o mesmo desequilíbrio que 0,5, apenas na direção oposta. Para o equilíbrio, não importa a superioridade, mas a regularidade dos setores vizinhos.
Exemplo de uma passagem regular
Suponhamos que o setor do Comportamento tem o valor 20 e que o setor da Escolha também tem o valor 20. Neste caso, não há ruptura entre eles. O valor menor é 20, e o valor maior também é 20. A divisão dá 1. Isto significa uma passagem regular entre Comportamento e Escolha.
SBR(Bh→Ch) = 20 / 20 = 1
Em sentido humano, isto significa que a ação da pessoa passa normalmente para a escolha da direção. A pessoa não age simplesmente de forma caótica e não pensa simplesmente em opções sem agir. O Comportamento e a Escolha estão ligados de forma regular. Esta parte do círculo não cria turbulência interna.
Exemplo de desequilíbrio
Agora imaginemos que o setor do Comportamento tem o valor 20, enquanto o setor da Escolha tem o valor 40. Entre eles aparece uma forte ruptura. Para calcular o SBR, toma-se o valor menor, 20, e divide-se pelo valor maior, 40. O resultado é 0,5. Isto significa que a ligação entre os setores está perturbada.
SBR(Bh→Ch) = 20 / 40 = 0,5
Em sentido humano, isto pode significar que a Escolha está sobrecarregada em relação ao Comportamento. Uma pessoa pode ver muitas opções, mas a sua ação não corresponde a esse nível de escolha. Dentro do círculo aparece uma irregularidade: um setor puxa com mais força, o outro não o sustenta ao mesmo nível.
Desequilíbrio na direção oposta
Se os valores forem trocados, a lógica não muda. Suponhamos que o Comportamento é igual a 40 e a Escolha é igual a 20. Numa relação comum, poderíamos obter 2, mas para o SBR isso não é considerado um bom resultado. Voltamos a tomar o valor menor e dividimo-lo pelo valor maior.
SBR(Bh→Ch) = 20 / 40 = 0,5
A força do desequilíbrio permanece a mesma. Apenas a direção difere. No primeiro caso, a Escolha era mais alta do que o Comportamento. No segundo caso, o Comportamento é mais alto do que a Escolha. Mas em ambos os casos o círculo é irregular. Por isso, o SBR não mostra quem é mais forte, mas até que ponto os setores vizinhos se afastaram um do outro.
Como ler o SBR no círculo
Um único SBR mostra apenas uma passagem. Para ver o estado de todo o círculo, é necessário observar as quatro passagens em conjunto. Se todas estiverem próximas da unidade, o círculo funciona de forma regular. Se uma passagem diferir bruscamente das outras, é precisamente aí que se encontra o ponto de turbulência.
- SBR(Bh→Ch) = 0,95
- SBR(Ch→Dm) = 0,92
- SBR(Dm→Mn) = 0,40
- SBR(Mn→Bh) = 0,90
Neste exemplo, vê-se que a passagem mais fraca se encontra entre a Procura e o Dinheiro. As outras passagens estão próximas da unidade, enquanto uma caiu bruscamente. Isso significa que o problema não está em todo o círculo ao mesmo tempo, mas precisamente na ligação entre as necessidades e o recurso que deve fixar essas necessidades.
O que mostra um SBR baixo
Um SBR baixo mostra que dois setores vizinhos não coincidem bem entre si. Isto não significa necessariamente que um deles esteja completamente destruído. Significa que existe uma ruptura entre eles. Quanto mais baixo é o SBR, mais forte é a irregularidade da passagem e mais alto é o risco de turbulência nesta parte do círculo.
Se um SBR fraco se encontra entre Comportamento e Escolha, a pessoa pode agir, mas ligar mal a ação à direção. Se um SBR fraco se encontra entre Escolha e Procura, a pessoa pode ter opções, mas não as transformar em necessidades claras. Se um SBR fraco se encontra entre Procura e Dinheiro, as necessidades não são fixadas pelo recurso.
Se um SBR fraco se encontra entre Dinheiro e Comportamento, isso significa que o resultado não regressa a uma nova ação. O Dinheiro pode aparecer, mas não reforça o círculo seguinte. Nesse caso, a pessoa ou o sistema não transforma o recurso recebido em Comportamento estável, e o círculo começa de novo com perda de força.
SBR e turbulência
A turbulência aparece onde o círculo perde regularidade. Não surge simplesmente porque um setor tem um valor alto. Um valor alto em si mesmo não é um problema. O problema aparece quando o setor vizinho não coincide fortemente com ele e a passagem entre os dois se torna fraca.
Se todas as passagens estão próximas da unidade, o contorno funciona calmamente. Mesmo que os valores dos setores não sejam ideais, movem-se de forma coordenada. Mas se uma passagem desce muito, o círculo começa a mover-se aos solavancos. Num ponto a energia passa, noutro fica bloqueada, noutro é compensada demasiado tarde.
Por isso, o SBR é necessário para a deteção precoce da turbulência. Mostra não apenas o facto do problema, mas também o seu lugar. Isto é importante porque não é necessário corrigir todo o círculo de uma só vez, mas a passagem concreta entre dois setores onde o equilíbrio está mais perturbado.
SBR e resto de pressão
O SBR não deve ser misturado com o resto de pressão. O resto mostra a parte não passada do impulso dentro de um setor. O SBR mostra o equilíbrio entre setores vizinhos. São níveis diferentes de análise. Se forem misturados, o coeficiente transforma-se numa percentagem, e a percentagem começa a ser erradamente percebida como ligação entre setores.
O resto pode aumentar a carga do setor vizinho, mas o SBR continua a mostrar outra coisa: até que ponto dois valores setoriais vizinhos estão próximos um do outro. Por isso, o resto ajuda a compreender a parte não passada do impulso, enquanto o SBR ajuda a compreender a regularidade da passagem entre as partes do círculo.
Por exemplo, um setor pode ter um resto, mas o setor vizinho pode ainda assim estar suficientemente próximo dele em valor. Então a ligação pode permanecer relativamente regular. Noutro caso, o resto pode ser pequeno, mas os valores dos setores vizinhos podem divergir bruscamente. Então o SBR mostrará o desequilíbrio.
Sentido prático do SBR
O sentido prático do SBR consiste em encontrar não simplesmente um setor fraco, mas uma passagem fraca. Isto é mais importante do que parece. Por vezes, o problema não está no próprio Comportamento nem na própria Escolha, mas precisamente no facto de o Comportamento passar mal para a Escolha.
O mesmo pode acontecer entre Escolha e Procura. A pessoa pode ter opções, mas essas opções não se transformam numa compreensão clara das necessidades. Então trabalhar apenas no alargamento da escolha não resolverá o problema. É necessário observar a passagem da escolha para a procura real.
Entre Procura e Dinheiro, o problema aparece quando as necessidades existem, mas não recebem recurso. Entre Dinheiro e Comportamento, o problema aparece quando o recurso não regressa a uma nova ação. O SBR mostra estas passagens separadamente e ajuda a compreender onde o círculo perde força.
Conclusão
SBR — Sector Balance Ratio — é o coeficiente de equilíbrio setorial. Mostra até que ponto os setores vizinhos da camada protetora da Personalidade estão ligados de forma regular. Não pode ser substituído pelo SEII geral, pelo resto de pressão ou pelas percentagens das respostas do teste. É um instrumento separado para a análise das passagens dentro do círculo.
O principal ponto de referência do SBR é a proximidade da unidade. Se o SBR é igual a 1 ou está próximo de 1, os setores vizinhos estão ligados de forma regular. Se o SBR desce, aparece uma ruptura. Quanto mais baixo o valor, mais forte é o desequilíbrio entre setores vizinhos e mais alto é o risco de turbulência.
O principal resultado do cálculo do SBR é o mapa das passagens. Ele mostra onde exatamente o círculo perde equilíbrio: entre Comportamento e Escolha, entre Escolha e Procura, entre Procura e Dinheiro ou entre Dinheiro e Comportamento. Por isso, o SBR é necessário não para uma avaliação geral, mas para a procura precisa do lugar do desequilíbrio.
Iv.Spolan
Autor do modelo “Lei Fundamental da Economia Política”


